31 janeiro 2011

Três recomendações para iniciantes


1) Yoga é aqui-agora. O que fazemos numa aula regular ou numa prática doméstica sem dúvida é bom, mas se você precisa estender o tapete e realizar asanas para pensar «estou praticando yoga», terá que passar sua vida sobre o tapete para compreender que yoga é uma forma de viver, não uma prática no sentido formal da palavra. Nada o impede de estender o tapete e praticar asanas para fortalecer o corpo, apenas saiba que quando você termina a sessão o corpo e a mente continuam com você -- elementos com os quais você terá que lidar todo tempo.

2) Ter saúde significa não se preocupar com saúde. Os benefícios virão e é natural que a possibilidade de obtê-los nos atraia para o yoga. Lembre-se de que os benefícios são sintomas da prática constante, não o objetivo dessa prática. Não existem «asanas para curar dor de cabeça». O fato de algumas técnicas aliviarem dores de cabeça demonstra que o yoga não tem nada de místico, mas também não o torna um remédio ou uma terapia.

3) O objetivo de toda técnica do yoga, por mais palpável que ela seja, é nos ajudar a responder a pergunta «quem sou eu?». É por este motivo que o yoga não pode ser encarado como terapia ou ginástica: não se trata de disciplinar, curar ou modelar o corpo, trata-se tão somente de adquirir consciência sobre tudo aquilo de que somos feitos e também sobre tudo aquilo de que não somos feitos mas com que nos identificamos. De que adianta ter joelhos flexíveis e saber como os ossos se encaixam se a mente não é flexível e não se encaixa no silêncio?