Mentiram para você sobre o yoga

Prática de yoga na década de 1970, nos EUA,
sob os auspícios da religião da Nova Era.

Sim, mentiram para você sobre o yoga — e isto é metade do que você precisa saber.

Se você reconhece e admite que passou uma parte importante da sua vida de yoga acreditando em mentiras, então você já escalou metade do buraco em que você se encontra.

A outra metade será escalada quando você verificar a lista a seguir e identificar as mentiras que você abraçou como se fossem verdades.

Sei que esta é uma tarefa pestilenta e nauseabunda e que a mera passada de olho neste artigo tem grandes chances de desagradar muita gente.

Mas não se aflijam. Esta lista de mentiras não será extensiva e definitiva. Vou apresentá-las à medida que lembro delas, sem qualquer hierarquia. Como minha memória não anda lá aquelas coisas, então já viu, né.

Sei também que muita gente se melindra quando escuta alguém dizendo «tal coisa é mentira», porque logo aparece alguém muito esquisito dizendo que eu estou chamando o Joãozinho e a Mariazinha de mentirosos. Na verdade estou mesmo.

Mas é o seguinte: se alguém, pergunta a você «que horas são?» e você diz meio na pressa «meio-dia» e erra, sem nem conferir o relógio, a rigor você está mentindo. Você pode ter tido a melhor das intenções, mas mentiu. Mentir é simplesmente faltar com a verdade, seja por desconhecimento, seja por má intenção.

Se você já contou algumas dessas mentiras ou se já acreditou nelas, com a lista a seguir você parar de mentir por desconhecimento. Se depois disso você insistir nelas, saberemos que o seu lance é má intenção mesmo.

Boa leitura.

***

MENTIRA 1: RAJA YOGA

A mentira: Raja Yoga é o yoga dos Yoga Sutras, é o yoga de Patañjali.
A verdade: não existe nenhuma referência tradicional que mostre o Raja Yoga como um sistema disciplinar, como um tipo de yoga a ser praticado. «Raja Yoga» é sinônimo de moksha.


Todos os professores de yoga que eu conheço falam que Raja Yoga é o yoga de Patañjli e o descrevem como um sistema disciplinar composto pelos oito passos descritos nos Yoga Sutras.

Muitos desses professores entendem o Hatha Yoga como uma espécie de preparação física para esse Raja Yoga, entendimento que se apóia principalmente no primeiro verso do Hatha Yoga Pradipika:

«O Hatha Yoga é como uma escada para aqueles que desejam atingir o elevado Raja Yoga.»

Não foi Patañjali quem começou a coisa toda, 
mas se não fosse por ele, caramba...

Só que «o elevado Raja Yoga» não é uma prática. Para explicar isto, precisamos lembrar de alguns pontos importantes:
  1. Não há nenhuma menção a «Raja Yoga» nos Yoga Sutras. Portanto, a associação dos Yoga Sutras com «Raja Yoga» é apócrifa. Só isto já seria suficiente para desfazer a confusão aqui, mas prossigamos.
  2. Os Yoga Sutras são um pequeno manual para entendimento do yoga, não um guia prático, não uma descrição detalhada de um sistema disciplinar. Ninguém aprende a praticar yoga com os Yoga Sutras. Qualquer guiamento prático atribuído a Patañjali na verdade é uma «dedução criativa», uma invenção posterior. Logo, se existisse um «Raja Yoga» como um sistema prático, ele não estaria em nenhuma escritura, muito menos nos Yoga Sutras.
  3. Raja significa «real», não como o oposto de irreal, mas relativo a «rei» (no inglês: «royal»), no sentido de elevado.
  4. «Raja Yoga» é uma expressão que pode ter dois sentidos:
    • a disciplina da meditação que leva ao estado de libertação (moksha);
    • moksha, a própria libertação, o estado de realização plena obtido por meio da disciplina de meditação.
  5. No Hatha Yoga Pradipika, «Raja Yoga» é usado precisamente com o segundo sentido, como sinônimo de moksha.
  6. Se o yoga de «Raja Yoga», no Hatha Yoga Pradipika, significasse a disciplina da meditação (item a, o primeiro sentido), seria possível entender o Hatha Yoga como uma espécie de preparação para essa disciplina. No entanto, esta disciplina não existe senão como invenção moderna. 
Em resumo: «Raja Yoga» como disciplina, como sistema dos Yoga Sutras ou como Yoga de Patañjali é algo que não existe em nenhuma escritura e nenhuma fonte tradicional. O mais correto seria chamar o yoga dos Yoga Sutras de «Ashtanga Yoga» ou de «Patañjali Yoga».


MENTIRA 2: O CORPO É FUNDAMENTAL

A mentira: yoga é prática de posturas. Com o yoga você vai ter um corpo mais flexível, mais forte e mais saudável. Não existe yoga sem essas transformações.
A verdade: seu corpo vai se transformar, sim, mas isso é uma parte muito pequena do yoga. Existe, sim, yoga sem transformações corporais.

«Seguinte, champs: teu pé tá torto. Gira ele 2,5º em sentido 
anti-horário, tensiona a patela e o vasto intermédio, mas sem 
tensionar o vasto medial. Entendeu? Nem eu.»

Esta mentira está relacionada a diversos termos e expressões: alinhamento, vinyasa, flow, fortalecimento, fitness, alongamento, props, prática dinâmica, saúde, cura, terapia, anatomia ocidental etc.

Prática de yoga em Big Sur, Califórnia, EUA, 1959.
Mas poderia ser dança pós-moderna, com música incidental de John Cage.

Ainda não se usava o termo fitness nesta época, mas o cenário já estava pronto.

A explicação aqui é curta, porque esta mentira já foi o tema de inúmeros artigos meus (este e este, por exemplo). Basta dizer o seguinte aqui:

Todos os sistemas disciplinares modernos chamados de yoga (doravante ginástica mística) são o resultado de uma soma para lá de cabulosa dos retalhos de três elementos que não têm relação com yoga:
  1. a medicina ocidental,
  2. a ginástica militar indiana (disfarçada como mallakhamb; pesquise vídeos sobre isto) e
  3. a teosofia (que décadas depois daria origem à cultura New Age).
O único yoga em que existem técnicas corporais destinadas a conduzir o indivíduo à meditação é o Hatha Yoga. E, de acordo com todos os hathayogis e todas as escrituras do Hatha Yoga, o corpo não é importante como um fim em si mesmo, mas sim como um meio de se conduzir para a prática de meditação e autoconhecimento.

Quem não entende isso jamais vai entender a relação que há entre uma postura corporal e a meditação, basicamente porque esta relação não é dada por meio de alinhamentos, conhecimentos de anatomia e posturas desafiadoras. Quem não entende isso realiza a prática postural introspectiva como uma forma de substituir a meditação.


MENTIRA 3: HATHA YOGA

Não é o Hatha Yoga que é uma mentira. Longe disso.

A mentira: o Hatha Yoga é o yoga do corpo, uma disciplina leve, centrada na prática postural, que serve de preparação para o verdadeiro yoga.
A verdade: Hatha Yoga é o yoga do prana. Mas se você pensar que prana é bioenergia, vai continuar achando que é tudo coisa do corpo.

O ponto aqui é que o que todo mundo chama de Hatha Yoga não tem a menor relação com o Hatha Yoga dos nathas — os mestres que realmente criaram a coisa toda.


Não é ficar vesguinho, nem o revirar de olhos de quem não tem paciência.
É shambhavi mudra. 
Mas você não conhece isso porque acha que Hatha Yoga é
só asana e que mudra é aqueles paranauê que se faz com as mãos.

Se você pesquisar algo sobre Hatha Yoga na Internet, encontrará o seguinte:
  1. É o yoga do corpo;
  2. É um yoga leve e relaxante;
  3. Destinado a pessoas idosas ou sedentárias;
  4. Suas principais técnicas são asanas e pranayamas;
  5. Hermógenes, Iyengar e Krishnamacharya foram grandes mestres de Hatha Yoga.
Sobre estes cinco itens:
  1. O Hatha Yoga é o único yoga com técnicas corporais, mas estas não são as mais importantes. Correto seria dizer que o Hatha Yoga é o «yoga do prana» ou o «yoga da sutilização da percepção» — expressões que obviamente não se limitam ao corpo.
  2. Dizer que o Hatha Yoga é leve e relaxante é reduzi-lo aos seus aspectos corporais, que têm pouca importância nesta disciplina. As técnicas corporais do Hatha Yoga podem ser leves ou podem ser pesadas, podem ser relaxantes ou podem ser estimulantes. Por exemplo, o asana — para ser asana — deve ser realizado sem esforço muscular.
  3. Tradicionalmente, na Índia, o Hatha Yoga destinava-se prioritariamente a jovens. Isto não significa que idosos, sedentários e deficientes não o possam praticar, mas há técnicas que serão difíceis para essas pessoas.
  4. Asanas e pranayamas são importantes, mas nem tanto. Se pudéssemos colocar em números, a importância de asanas e pranayamas somados corresponderia a menos de 4% de toda a disciplina do Hatha Yoga. A prática de meditação, por exemplo, corresponderia a 50% de importância.
  5. Hermógenes, Iyengar e Krishnamacharya nunca foram instruídos por hathayogis — e talvez nunca tenham conhecido um. Hermógenes era um autodidata. Iyengar foi aluno de Krishnamacharya, que era um habilidoso professor de mallakhamb.
E acrescento:

Asana é uma parcela pequena do Hatha Yoga. Sua prática tem como objetivos liberar o fluxo de prana no corpo e produzir silêncio corporal, que é uma das bases da meditação. No Hatha Yoga há várias técnicas mais importantes do que os asanas, como os mudras.


MENTIRA 4: VINYASA

A mentira: vinyasa é uma parte importante da prática do yoga.
A verdade: vinyasa não tem nenhuma relação com yoga.


A versão popular diz que o vinyasa foi transmitido por Krishnamacharya (1888-1989) com base em uma escritura chamada Yoga Kuruntha. 

Pelos trajes e pelo domínio corporal, nota-se que é uma discípula dos
grandes mestres, devotada à busca do silêncio profundo e ao conhecimento
de si mesma. Quantos likes merece essa guerreira?

A realidade diz o seguinte:
  1. O Yoga Kuruntha não existe. Se Krishnamacharya tivesse falado do Hathabhyasa Paddhati, escrito por Kapala Kurantaka (que não era hathayogi), até seria possível discutir o assunto. Eu não entendo por que seria melhor basear sua prática e suas aulas numa escritura fictícia que só você conhece do que em uma que realmente existe, mas isso não é da minha conta.
  2. Krishnamacharya inventou o vinyasa com base em seus conhecimentos de mallakhamb. Não se sabe se houve inspiração na obra de Kurantaka — até onde se sabe, Krishnamacharya nunca foi publicamente questionado a respeito disso.
  3. O suryanamaskar — o vinyasa mais conhecido de todos — foi inventado no início do séc. XX por Bhawanrao Shriniwasrao Pant Pratinidhi (1868-1951), raja (uma espécie de governador) do estado de Aundh (não confundir com Aundh, o bairro de Pune). Foi proposto como um sistema de ginástica, para melhorar a saúde, sem qualquer relação com yoga. Veja o livro «The Ten-Point Way To Health: Surya Namaskars», de 1928.
  4. Não há nada no Hatha Yoga que se assemelhe ao vinyasa. A idéia de uma prática postural dinâmica (conforme defendido por Desikachar, filho de Krishnamacharya, em seu livro «O Coração do Yoga») é exótica e totalmente oposta ao Hatha Yoga. «Asana dinâmico» é a bola quadrada do Kiko.

    «Cadê minha ração, sua xexelenta?
    Vai ficar só nos vinyasa aí, vai é?»

  5. A popularização do vinyasa como prática de yoga é um efeito da popularização dos sistemas de ginástica mística e da idéia do yoga como prática corporal.
  6. O Ashtanga Vinyasa Yoga, sistema criado por Pattabhi Jois — que era aluno de T. Krishnamacharya — é uma tentativa de aplicar um verniz tradicional (ashtanga, como alusão aos oito passos explicados nos Yoga Sutras por Patañjali) a uma prática de ginástica (vinyasa). Entre os nomes atuais para vinyasa encontramos «flow» e «prática dinâmica». É tudo a mesma coisa.

MENTIRA 5: UMA TRADIÇÃO MILENAR

A mentira: o yoga é uma prática milenar.
A verdade: o «yoga» praticado atualmente não é uma tradição, muito menos milenar. Esse «yoga» tem menos de 100 anos de idade. O Hatha Yoga, que é a fonte de inspiração de todos os sistemas modernos e contemporâneos chamados de yoga, tem aproximadamente mil anos, mas algumas escrituras não passam de seis séculos de existência.


Existem menções ao yoga nos Vedas, livros que provavelmente foram escritos três ou quatro mil anos antes de Cristo (não 10 mil, como dizem por aí). Estima-se que os Yoga Sutras — a primeira escritura destinada a explicar o yoga — tenha sido escrito por volta do ano 200 a.C., o que o caracteriza como uma obra milenar.

O yoga tântrico — o Hatha Yoga — parece ter sido criado por Gorakshanath (alguns preferem Gorakhnath) por volta do séc. IX ou X, o que dá a este yoga exatos mil anos de existência — ok, também pode ser chamado de milenar.

Mas o yoga praticado hoje em dia — o yoga postural, que alguns chamam de ginástica mística —, mal passa dos 100 anos de existência.


A tradição milenar do yoga em edição dos anos 80
-- em VHS e Betamax.

A maioria dos métodos populares hoje em dia foi criada a partir da década de 1950 sob a influência da terapia e da educação física, como é o caso do Iyengar Yoga (B. K. S. Iyengar), do Ashtanga Vinyasa Yoga (Pattabhi Jois) e, no Brasil, o Swásthya Yôga (Luiz Sérgio De Rose, aka Mestre De Rose).

São sistemas que não têm nenhuma conexão com os ensinamentos de Gorakshanath e de Patañjali. Trata-se, na verdade, de criações originais de seus respectivos fundadores. Não são tradições, muito menos milenares -- e, para dizer a verdade, nem são yoga de fato.


MENTIRA 6: O YOGA É UMA CIÊNCIA

A mentira já está enunciada acima.
A verdade: o yoga não é uma ciência. Todo o esforço de apresentar o yoga como ciência é um esforço para torná-lo aceitável à mentalidade ocidental, que encara a ciência como autoridade suprema.


Embora seja fácil de entender, esta mentira é difícil de esclarecer.

No final do séc. XIX e no início do séc. XX alguns mestres indianos, como Vivekananda (1863-1902) e Yogananda (1893-1952), foram aos EUA para ministrar palestras sobre yoga e vedanta. Em suas falas foram enfatizados aspectos relacionados à saúde, ao bem estar e o próprio yoga foi apresentado como algo científico.

Alguns anos depois, esta visão seria consolidada com os trabalhos de Kuvalayananda (1883-1966) e com seu Kaivalyadhama Yoga Institute, dedicado à pesquisa científica dos efeitos fisiológicos da prática do yoga. 

«Hm... Interessante...»

A ciência moderna é formada ao longo dos séculos XVI e XVII. O advento da medicina moderna se dá ao longo do séc. XIX, como reflexo do desenvolvimento científico observado nos três séculos anteriores. Na prática, estas mudanças colocaram as questões de saúde no centro das discussões dos problemas sociais.

Para se ter uma idéia, reformas de cidades inteiras, como Paris (1853-1882) e Barcelona (1859-1870), foram pautadas nos princípios do higienismo, derivados da medicina moderna, que é a menina dos olhos da ciência moderna.

Logicamente, o yoga só seria aceito no ocidente se ecoasse estas preocupações, se pudesse se somar a esse movimento pela saúde — em resumo, se fosse adaptado. E assim foi feito. 

«Hm... Interessante...»

O problema é que toda adaptação implica perdas.

Tornar o yoga compreensível para o pensamento científico significa extrair e priorizar as partes do yoga que podem ser enquadradas nesse pensamento e descartar todo o restante.

Ainda que haja analogias entre o pensamento científico e o ceticismo dos yogis, toda analogia é uma síntese de semelhanças e diferenças.

E neste caso as diferenças são maiores do que as semelhanças, a começar pelos objetivos: a ciência não está preocupada com a sua libertação e sim com o estabelecimento de critérios objetivos que permitam aos cientistas observar, registrar, medir e analisar os elementos do yoga que podem ser observados, registrados, medidos e analisados com os meios que a própria ciência considera válidos.


MENTIRA 7: O CORPO NÃO É IMPORTANTE

A mentira: a idéia de que o corpo não é um fim em si mesmo conduz à idéia de que o corpo não é importante no yoga. Em seguida repete-se o lema vedantino: «você não é o corpo, você não é a mente». Esta mentira é uma conseqüência da idéia do Hatha Yoga como preparação para o verdadeiro yoga (mentira 3).
A verdade: sim, você não é o corpo, mas você tem um corpo e você vai fazer algo com ele mesmo quando não é necessário fazer nada.


Quem acredita nesta mentira geralmente são professores que passaram mais de uma década dando aulas de ginástica mística, se desencantaram com a moda fitness e tiveram um vislumbre de que «o yoga é muito mais do que isso».

O problema começa quando esses professores buscam o «muito mais do que isso» e não encontram um mestre de yoga capaz de ensiná-los. Por este motivo acabam indo chorar baixinho no ombro de um swami vedantino ou de um monge budista.

Os mestres do Vedanta e do Budismo são excelentes em suas respectivas tradições, mas não são yogis tântricos. Por isso não são capazes de explicar a importância do corpo e das energias sutis na prática da meditação e na busca da libertação. A resposta mais freqüente é:

«Não se preocupe com o corpo, medite. Apenas observe o corpo, não faça nada com ele. A meditação levará à desidentificação e abrirá sua percepção para o transcendente. Assim virá a iluminação. Ah, leia os Vedas também.» 

Leia e tudo acontecerá. Ops, não, péra...

É verdade que a leitura ajuda e a meditação leva à iluminação, mas os tântricos também ensinam o seguinte: se você não incluir o corpo na sua prática, vai demorar pacas.

***

Para finalizar, mais duas palavrinhas:

O objetivo aqui não é desmontar ídolos de barro. 

Ou melhor: o objetivo aqui não é apenas desmontar ídolos de barro, mas colocar alguns temas em ordem.

Quando você compreende a relação (ou falta de relação) entre o yoga e aquilo que você se acostumou a fazer, fica mais fácil decidir como será sua prática daqui em diante. 

Capacidade de decisão é autonomia, é svecchachara, é viveka, é tornar-se lúcido. 

Se você está na escuridão do caos pós-moderno — aquela que diz que tudo é um e que todos os caminhos são válidos —, a solução não é acrescentar idéias, técnicas, métodos, mas simplesmente acender a luz.


***

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Comentários

Unknown disse…
Mais uma vez um artigo lúcido, esclarecedor, ao mesmo tempo doloroso, pois de acordo com o número 5 nunca fiz Yoga. As boas notícias é que já vou a meio caminho de sair do buraco...